Review: Mafia: The Old Country

Mafia: The Old Country leva os jogadores de volta às origens da franquia, ambientado na Sicília do início do século XX. Você acompanha Enzo Favara, um jovem que começa como trabalhador em minas de enxofre e acaba se tornando parte de uma poderosa família mafiosa. Apesar de curta, a campanha é cinematográfica e mantém o estilo clássico da série embora ainda sofra com linearidade e mecânicas pouco inovadoras.

História

A narrativa é o ponto mais forte do jogo. Enzo Favara enfrenta perdas, traições e dilemas de lealdade enquanto ascende na família Torrisi. O roteiro é recheado de elementos clássicos de histórias de máfia: rivalidades entre clãs, romances proibidos, conflitos morais e momentos dramáticos. Apesar de previsível em alguns momentos e carregado de clichês, o jogo entrega cenas memoráveis e personagens carismáticos, como Don Torrisi, Luca Trapani e Isabella.

A campanha é relativamente curta, durando cerca de 8 a 10 horas, e cada capítulo tem propósito e ritmo bem definido. Ainda assim, alguns capítulos poderiam ter sido mais longos, permitindo explorar melhor detalhes da Sicília, das relações entre personagens e de eventos históricos, aumentando o impacto narrativo. Quem aprecia tramas cinematográficas e influências de filmes clássicos de máfia encontrará aqui uma aventura boa, mesmo que certos momentos épicos se destaquem mais visualmente do que em termos de desenvolvimento da história.

Gameplay

O gameplay mantém a estrutura tradicional da série, com foco em ação em terceira pessoa, combate com armas de fogo, duelos de facas e stealth. Enzo pode alternar entre pistolas, revólveres, rifles e espingardas, cada arma com seu peso e características únicas, e ainda participar de combates de faca que funcionam quase como mini chefes em certas missões. O sistema de furtividade permite eliminar inimigos discretamente, mas em algumas fases se torna repetitivo, perdendo desafio rapidamente. Corridas de carro e perseguições a cavalo adicionam variedade, e a mecânica de veículos e cavalos é boa, oferecendo uma sensação de liberdade ainda que limitada pelo design linear do jogo.

Apesar do mundo aberto presente no título, ele é maioritariamente estético, servindo mais para ambientação do que para exploração. Há poucas atividades além dos colecionáveis, o que limita a profundidade e torna a sensação de exploração pouco recompensadora. As atividades secundárias aparecem como tarefas pontuais, mas não adicionam grandes desafios ou impacto à narrativa, fazendo com que a campanha principal seja o ponto central da experiência.

Gráficos e Trilha Sonora

A ambientação da Sicília de 1900 é um dos grandes destaques. Cenários rurais, vilarejos e arquitetura são detalhados e convincentes, com atenção aos trajes e sotaques da época. A Unreal Engine 5 entrega visuais sólidos, mesmo com alguns problemas técnicos, como pop-in de texturas e clipping de NPCs. A trilha sonora orquestrada, combinada com músicas folclóricas italianas, e a dublagem em siciliano é ótima e adicionam peso à imersão, reforçando o clima cinematográfico.

Conclusão

Mafia: The Old Country é uma experiência equilibrada entre narrativa e gameplay, ideal para fãs da franquia ou de histórias de máfia. A Hangar 13 entrega uma jornada curta, mas memorável, com personagens fortes, ambientação histórica detalhada e momentos cinematográficos marcantes. Por outro lado, a linearidade, mecânicas repetitivas e algumas falhas técnicas impedem que seja um título perfeito. Para quem busca um jogo de crime organizado que priorize história, The Old Country oferece uma excelente experiência, agora para quem espera inovação ou exploração profunda, pode parecer limitado.

Mafia: The Old Country

Historia - 7.3
Gameplay - 6.5
Gráficos - 8
Áudio e trilha-sonora - 8

7.5

Bom

Mafia: The Old Country entrega uma narrativa bacaba com personagens carismáticos e ambientação histórica detalhada e momentos memoráveis que remetem a clássicos filmes de máfia. A jogabilidade mantém a estrutura tradicional da série, com combates, stealth, perseguições e duelos de faca, mas sofre com linearidade, mecânicas repetitivas e mundo aberto meio vazio, onde as atividades se limitam a colecionáveis. Sendo mais uma experiência curta, porém sólida, ideal para quem valoriza história e atmosfera.

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