
Skyrim Anniversary Edition chega ao Nintendo Switch 2 como mais um relançamento de um jogo que já atravessou gerações inteiras de consoles. Aqui, porém, o foco não está no valor histórico do RPG da Bethesda, mas na qualidade do port e em como ele se comporta no novo hardware da Nintendo. A proposta é clara, melhorar a experiência do Switch original em termos visuais, carregamento e suporte a novos recursos do console. O resultado entrega avanços visíveis, mas também expõe limitações difíceis de ignorar.
História
Por se tratar de um port, a estrutura narrativa permanece inalterada. A campanha principal continua legal, mas pouco marcante, sustentada mais pelo conceito do Dragonborn do que por sua execução. O brilho continua nas missões secundárias, nas facções e nos conflitos políticos espalhados pelo mundo.

Gameplay
Em termos de conteúdo, Skyrim Anniversary Edition no Switch 2 entrega o pacote completo já conhecido da edição Anniversary. O jogo base está presente ao lado das três expansões oficiais, Dawnguard, Hearthfire e Dragonborn, que ampliam significativamente a experiência com novas áreas, sistemas e quests. Além disso, a edição inclui uma grande quantidade de itens do Creation Club, adicionando missões extras, armas, armaduras, magias, masmorras e pequenas variações de gameplay que ajudam a diversificar a progressão ao longo da jornada.

Do ponto de vista de funcionalidades do console, o Switch 2 introduz novas formas de interação que se somam ao controle tradicional. O suporte ao mouse é uma das principais novidades, permitindo jogar com um esquema um pouco mais próximo do PC. Há também compatibilidade com giroscópio, oferecendo uma alternativa adicional para ajustes finos de mira. Apesar disso, a estrutura central do gameplay permanece inalterada. O combate segue simples e direto, a progressão por habilidades continua incentivando diferentes builds e a exploração mantém o mesmo ritmo já conhecido.

Desempenho
O desempenho é o aspecto mais sensível do port de Skyrim Anniversary Edition no Nintendo Switch 2. O jogo opera com taxa de quadros travada em 30 fps, sem qualquer opção de modo alternativo, o que soa especialmente frustrante diante de um hardware mais moderno. É uma pena que o título não ofereça suporte a 60 fps ou ao menos a um modo intermediário a 40 fps, sobretudo no modo portátil. Em termos de estabilidade, o jogo mantém esse alvo de forma quase consistente ao longo da experiência.

Os comandos estão em um estado aceitável, mas ainda apresentam input lag, o atraso não inviabiliza a jogabilidade, porém afeta a sensação de controle principalmente em ações que exigem maior precisão. Em áreas internas como dungeons, surgem alguns problemas pontuais. Durante certos combates, a câmera pode se comportar de forma inconsistente, deixando de responder corretamente aos comandos ou travando momentaneamente em determinados ângulos. Nessas situações, alternar para o modo mouse ajuda a recuperar o controle da câmera.
O suporte ao controle por mouse funciona bem no geral. A movimentação de câmera e a mira são satisfatórias, mas o mapeamento padrão dos comandos poderia ser mais intuitivo. Como não houve uma exploração aprofundada das opções de configuração, é possível que parte dessas limitações seja ajustável. Ainda assim, o mouse se mostra uma alternativa viável ao controle tradicional.

Outras decisões técnicas também chamam a atenção, pois a versão de Switch 2 segue sem suporte a mods e sem acesso ao Creation Club disponível em outras plataformas, limitando o jogo apenas ao conteúdo incluído na Anniversary Edition. Soma-se a isso o tamanho do download, que ultrapassa 50 GB, um valor inusitado quando comparado a versões consideravelmente menores, como os cerca de 14 GB no Switch original e aproximadamente 16 GB no PC via Steam.
Por outro lado, há um ponto positivo relevante. Caso o jogador possua o jogo base em mídia física e a atualização digital da Anniversary Edition, é possível jogar a versão de Switch 2 sem a necessidade de inserir o cartucho original, facilitando o acesso ao conteúdo e reduzindo a dependência da mídia física no uso diário.
Gráficos e Áudio
Visualmente, o salto em relação ao Switch original é claro. A imagem é mais nítida, com resolução superior e melhor definição tanto no modo portátil quanto no dock. No portátil, essa melhoria é ainda mais perceptível, já que a versão anterior apresentava uma imagem mais suave quando escalada no novo hardware.




Ainda assim, alguns problemas técnicos persistem. Inconsistências no upscaling podem ser notadas próximas aos modelos de personagens em movimento, além de pequenos artefatos visuais que surgem ocasionalmente durante a exploração. O áudio permanece praticamente inalterado. A trilha sonora continua eficiente na construção de atmosfera, mas a repetição de falas e efeitos sonoros segue evidente, sem melhorias perceptíveis em relação a versões anteriores.
Conclusão
Skyrim Anniversary Edition no Nintendo Switch 2 é um jogo bom e segue entregando uma experiência sólida, entretanto o port esbarra em limitações de desempenho, ausência de suporte a mods e na presença de input lag. Para quem já possui a Anniversary Edition, o upgrade faz sentido, enquanto novos jogadores devem considerar a compra com cautela. Como port, é até bacana, especialmente pelos tempos de carregamento mais rápidos, mas deixa a sensação de que poderia ter ido além.
The Elder Scrolls V Skyrim Anniversary Edition
Historia - 7
Gameplay - 7.5
Gráficos - 8
Áudio e trilha-sonora - 6.5
Desempenho - 5
6.8
Bom
Skyrim Anniversary Edition no Nintendo Switch 2 entrega uma experiência sólida e completa, com melhorias visuais e tempos de carregamento mais rápidos. Apesar disso, limitações de desempenho, input lag e ausência de suporte a mods impedem que o port aproveite todo o potencial do console.


