Preview: Bodycam

Bodycam chegou ao acesso antecipado cercado de atenção graças ao seu visual extremamente realista impulsionado pela Unreal Engine 5 e pela proposta de simular confrontos armados a partir da perspectiva de uma câmera presa ao corpo do personagem, algo que rapidamente chamou a atenção nas redes sociais e levou muita gente a acreditar que as imagens divulgadas eram gravações reais, criando uma expectativa alta em torno da experiência final e levantando dúvidas sobre até que ponto o jogo conseguiria sustentar essa proposta além do impacto inicial.

História

Bodycam não trabalha com uma historia e nem tenta contextualizar seus confrontos de forma elaborada, colocando o jogador diretamente em cenários de combate que funcionam como simulações isoladas entre forças armadas e grupos terroristas, reforçando a ideia de que o foco está na experiência momentânea e não em uma progressão narrativa.

Essa ausência de história pode até combinar com a proposta de realismo extremo, mas também limita o envolvimento de quem busca algum tipo de contexto além da simples repetição de partidas, fazendo com que cada confronto exista de forma independente e sem maiores consequências.

Gameplay

A jogabilidade de Bodycam aposta em um ritmo mais lento e metódico, eliminando praticamente todos os elementos de interface comuns em shooters tradicionais, como HUDs carregados, contadores de munição ou indicadores visuais de inimigos, exigindo que o jogador interprete sons e o próprio ambiente para sobreviver em cada confronto.

Quando tudo funciona como deveria, a experiência é tensa criando momentos de ansiedade genuína em corredores escuros ou áreas abertas onde qualquer erro pode ser fatal, porém essa sensação acaba sendo prejudicada por um sistema que ainda carece de refinamento, com controles que passam peso, mas também rigidez excessiva, além de respostas nem sempre precisas.

Os mapas cumprem seu papel funcional, mas são relativamente simples e oferecem pouca variedade, enquanto os objetivos se limitam a variações básicas de ataque e defesa, reforçando a sensação de que o jogo ainda está mais próximo de uma vitrine técnica do que de um shooter completamente estruturado.

Além do multiplayer, Bodycam conta com um modo Zumbis que funciona como uma alternativa cooperativa, colocando os jogadores contra hordas de inimigos em cenários fechados, oferecendo um ritmo um pouco diferente e servindo como distração para quem quer evitar o ambiente mais hostil do PvP, porém o modo é raso em termos de progressão e variedade, não sendo robusto o suficiente para sustentar o jogo sozinho ou compensar a queda na base de jogadores do modo principal.

Por ser uma experiência majoritariamente dependente do multiplayer, Bodycam sofre diretamente com a diminuição do número de jogadores ativos, resultando em filas longas, partidas com alto ping e problemas de comportamento dentro das partidas, fatores que acabam comprometendo o ritmo geral e tornam a experiência inconsistente para quem joga sem um grupo fechado de amigos.

Gráficos e Áudio

Visualmente, Bodycam ainda impressiona pelo uso da Unreal Engine 5, com iluminação detalhada, materiais realistas e efeitos de partículas que ajudam a criar ambientes convincentes, especialmente em cenários fechados e mal iluminados, mesmo que atualizações recentes tenham reduzido parte desse impacto ao ajustar agressivamente nível de detalhe e iluminação para melhorar o desempenho.

Conclusão

Bodycam ainda se apresenta como um projeto em construção, com uma base técnica impressionante e ideias claras, mas que não atingiu seu formato definitivo, já que o jogo segue em acesso antecipado e pode passar por mudanças significativas ao longo do desenvolvimento, tanto em termos de conteúdo quanto de estrutura, fazendo com que esta experiência atual funcione mais como um indicativo do potencial do que como um produto fechado, sendo interessante acompanhar sua evolução para entender se as promessas de realismo extremo conseguirão se transformar em um jogo mais completo e consistente no futuro.

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