Review: Avatar: Frontiers of Pandora – From the Ashes

Avatar: Frontiers of Pandora chegou em 2023 como uma vitrine técnica impressionante, mas dividiu opiniões por conta do ritmo irregular, progressão lenta e uma estrutura de mundo aberto que nem sempre sustentava o impacto visual com mecânicas igualmente envolventes. From the Ashes surge como uma tentativa clara de corrigir essas fragilidades ao apostar em uma narrativa mais pessoal, ritmo mais ágil e mudanças importantes na forma como o jogador interage com Pandora, funcionando como um reposicionamento da experiência dentro da franquia.

História

From the Ashes abandona o protagonista customizável do jogo base e coloca So’lek no centro da narrativa. A história se passa cerca de um ano após os eventos principais e poucas semanas depois dos acontecimentos de Fogo e Cinzas, mostrando uma Pandora marcada pela destruição causada pelo fogo. A Floresta Kinglor surge devastada, enquanto a RDA retorna de forma agressiva, agora contando com o apoio do Clã Ash, ou Mangkwan, um grupo de Na’vi que se afastou dos valores espirituais de Pandora e passou a adotar a violência como meio de sobrevivência, criando um conflito inédito entre membros da própria raça.

A escolha de um protagonista definido torna a narrativa mais direta e emocionalmente carregada, evitando a sensação genérica do jogo base. A trama mantém um ritmo mais consistente, sustenta melhor o envolvimento do jogador e trabalha temas como vingança, perda e ruptura cultural de forma mais madura, mesmo sem apresentar grandes reviravoltas.

Gameplay

From the Ashes apresenta uma experiência mais focada e melhor ritmada do que o jogo original. So’lek inicia a campanha com habilidades avançadas, eliminando a progressão lenta das primeiras horas e permitindo que o combate alcance seu potencial logo no início. O fluxo das missões é mais direto, reduzindo tarefas excessivamente repetitivas e mantendo o jogador em constante atividade.

O Warrior Sense adiciona uma camada estratégica ao combate ao permitir que So’lek entre em um estado temporário de fúria, aumentando dano e resistência. A habilidade exige uso consciente, já que seu tempo limitado faz diferença principalmente em emboscadas e confrontos contra grupos maiores, incentivando decisões táticas em vez de simples força bruta.

A introdução do modo em terceira pessoa altera significativamente a leitura da movimentação e dos combates. A câmera ampliada melhora a percepção espacial, facilita a navegação e torna os confrontos mais claros, além de valorizar o design do personagem e as animações de ataque. Algumas ações, como escaladas e movimentos rápidos, revelam limitações do motor gráfico, com animações que nem sempre transmitem peso ou precisão.

As lutas contra chefes trazem maior variedade e exigência ao gameplay. Os líderes das Warbands Mangkwan apresentam padrões de ataque definidos e demandam o uso eficiente de habilidades, recursos e do ambiente. Enfrentar outros Na’vi, com agilidade semelhante à do protagonista, cria combates mais tensos do que os encontros tradicionais com a RDA, enquanto os novos inimigos mecânicos forçam uma alternância constante entre arco e armas humanas.

Gráficos e Áudio

Visualmente, From the Ashes mantém o alto nível técnico do jogo base, mas adota uma identidade mais sombria. A vegetação vibrante de Pandora dá lugar a áreas marcadas por cinzas, fumaça e fogo, criando uma atmosfera mais pesada e coerente com o tom da narrativa. O contraste entre regiões devastadas e áreas preservadas reforça o impacto ambiental da história.

A trilha sonora acompanha essa mudança de tom com composições mais contidas e graves, enquanto o design de som segue detalhado e eficiente, contribuindo para a imersão tanto nos combates quanto na ambientação do mundo. No entanto, problemas como pop-ins e sincronização labial inconsistente que quebram a imersão em alguns momentos.

Conclusão

Avatar: Frontiers of Pandora – From the Ashes representa uma evolução clara em relação ao jogo base. A narrativa mais focada, com So’lek como um protagonista mais forte, e os ajustes na jogabilidade corrigem problemas estruturais da experiência original e entregam um conteúdo mais consistente, que valoriza melhor o tempo do jogador.

Apesar de limitações como animações irregulares na terceira pessoa, a permanência de elementos repetitivos do mundo aberto e a ausência da DLC no Season Pass, o saldo final é positivo. From the Ashes reforça o potencial da franquia Avatar nos videogames ao oferecer sua versão mais sólida até agora, sem reinventar a fórmula, mas demonstrando que o caminho certo finalmente foi encontrado.

Avatar: Frontiers of Pandora – From the Ashes

Historia - 8.5
Gameplay - 8
Gráficos - 7.5
Áudio e trilha-sonora - 8

8

Muito Bom

From the Ashes é uma DLC que representa um avanço claro em relação ao jogo base, apostando em uma narrativa mais madura e sombria. Os ajustes na jogabilidade e a introdução da terceira pessoa tornam a experiência mais ágil e consistente, valorizando melhor o tempo do jogador e entregando uma ótima aventura em Pandora.

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