
Após um ano em acesso antecipado no PC, período em que recebeu ajustes, novos conteúdos e refinamentos constantes, The Rogue Prince of Persia chegou à sua versão final em todas as plataformas e, em dezembro, passou a integrar a biblioteca do Nintendo Switch 2, apresentando uma releitura moderna da franquia Prince of Persia ao combinar seu DNA clássico de agilidade e parkour com a estrutura repetitiva e progressiva de um roguelite 2D já plenamente estabelecido, desenvolvido pela Evil Empire e publicado pela Ubisoft.
História
A narrativa funciona como suporte para a estrutura roguelite, colocando o jogador no papel de um jovem Príncipe durante a invasão dos Hunos, liderados pelo xamã Nogai. O objetivo é proteger a cidade de Ctesifonte e encontrar uma forma de impedir o avanço inimigo, mesmo que isso exija inúmeras tentativas. A presença de um artefato mágico que permite retornar no tempo após cada derrota justifica o loop temporal e dá coerência ao ciclo constante de mortes e recomeços.

Gameplay
A jogabilidade segue como o principal pilar de The Rogue Prince of Persia. O parkour é tratado como elemento central, integrando-se diretamente à exploração e ao combate. Correr pelas paredes, deslizar, saltar entre plataformas e utilizar o cenário de forma estratégica são ações constantes, exigindo precisão, leitura rápida do ambiente e domínio dos controles.

No Nintendo Switch 2, a fluidez se mantém consistente tanto no modo portátil quanto no dock. O combate é rápido e direto, permitindo ao Príncipe utilizar uma arma principal, uma secundária de longo alcance e habilidades complementares, como chutes e ataques aéreos. A variedade de armas e medalhões incentiva a experimentação a cada run, mesmo dentro de uma estrutura que pode se tornar previsível após várias horas de jogo.

A repetição, característica do gênero, está presente e faz parte da proposta. Apesar da geração procedural dos mapas, certos padrões acabam se repetindo com o tempo, especialmente para jogadores mais experientes. Ainda assim, a progressão permanente no oásis garante que cada tentativa represente algum avanço concreto, mesmo quando o progresso se torna mais sutil nas etapas finais.
Gráficos e Áudio
A direção artística em 2D aposta em um estilo cartunesco e colorido, com animações extremamente suaves que reforçam a sensação de fluidez do parkour e garantem excelente leitura da ação. O visual se mantém consistente tanto no modo portátil quanto no dock, sem perdas perceptíveis de qualidade.




A trilha sonora mistura elementos orientais com batidas modernas, acompanhando o ritmo acelerado da jogabilidade sem se tornar repetitiva. Os efeitos sonoros são claros e funcionais, reforçando o impacto dos ataques e a cadência dos movimentos, contribuindo para a imersão.
Conclusão
The Rogue Prince of Persia chega ao Nintendo Switch 2 como uma experiência completa e bem definida, resultado de um longo período de refinamento que permitiu ao jogo consolidar suas ideias e identidade. O foco absoluto no movimento e na fluidez do parkour sustenta a experiência do início ao fim, mesmo que a estrutura roguelite apresente limitações em termos de variedade a longo prazo.
A adaptação para o Switch 2 preserva a essência do jogo e amplia seu alcance ao formato portátil, mantendo intacta a proposta apresentada originalmente no PC. Para quem busca um roguelite de ação 2D rápido, consistente e centrado no domínio do movimento dentro do universo de Prince of Persia, esta versão cumpre bem seu papel.
The Rogue Prince of Persia
Historia - 7.5
Gameplay - 8.5
Gráficos - 8
Áudio e trilha-sonora - 8
8
Muito Bom
The Rogue Prince of Persia entrega uma experiência de ação 2D extremamente fluida, com parkour refinado e combate ágil como pilares centrais. Mesmo que a estrutura roguelite apresente repetição ao longo do tempo, o domínio do movimento e o ritmo constante sustentam a experiência do início ao fim no Nintendo Switch 2.


