
UFOPHILIA apresenta uma proposta de terror psicológico centrada na investigação técnica de fenômenos extraterrestres. No papel de um especialista em ufologia, o jogador precisa analisar sinais, operar equipamentos e registrar evidências em locais isolados. Em vez de apostar apenas em sustos frequentes, o jogo constrói tensão de forma gradual, exigindo método, atenção aos detalhes e paciência diante de manifestações sutis.
História
A trama coloca o jogador como um investigador obcecado por OVNIs que viaja para áreas remotas marcadas por relatos de aparições.

A progressão depende do desempenho nas missões e da precisão dos registros coletados. Por meio do software UFOPHILIA, é possível identificar entidades, fotografá-las e acumular Pontos Roswell para subir de nível. A classificação ao final das missões varia de “Teórico de Fórum” até “Agente Roswell”, e os pontos obtidos permitem adquirir novas ferramentas para ampliar as investigações.
Gameplay
A jogabilidade é estruturada em quatro fases que determinam o andamento de cada missão e o aumento gradual da tensão. Desde o início, o jogador precisa compreender o funcionamento de diferentes equipamentos e interpretar corretamente os sinais captados. Cada ferramenta possui uma função específica, e o jogo não simplifica esse processo, exigindo leitura atenta dos documentos disponíveis no computador e familiarização com os sistemas antes que as investigações fluam com naturalidade.

Ao longo das partidas, é necessário identificar qual dos nove tipos de alienígenas está ativo na área, observando padrões de comportamento e eventos específicos. Nas fases iniciais, o foco está na detecção de anomalias com aparelhos como detectores EMF e medidores de micro-ondas, delimitando a zona de manifestação. A dinâmica envolve deslocamento constante pelo cenário, checagem de dados no computador e ajustes de estratégia conforme novas ocorrências surgem.

A etapa final é onde se concentra o maior risco, momento em que é preciso registrar evidências fotográficas do alienígena. Embora o perigo esteja mais evidente nessa fase, a tensão é construída ao longo de toda a missão, desde a coleta inicial de sinais até a confirmação da entidade presente. Ainda assim, o ritmo é bastante lento e a necessidade frequente de consulta às informações pode tornar a experiência repetitiva para alguns jogadores, especialmente para quem prefere uma progressão mais direta e menos dependente de estudo prévio.
Gráficos e Áudio
Visualmente, o jogo entrega cenários competentes, com uso eficiente de iluminação e sombras para sustentar o clima de tensão. O conjunto artístico mantém a imersão durante a exploração, embora os modelos dos alienígenas nem sempre correspondam à expectativa criada pela atmosfera anterior, reduzindo parte do impacto nos momentos de revelação.




O áudio cumpre papel importante na construção do medo. O silêncio é interrompido por ruídos eletrônicos, sussurros e sons repentinos que mantêm o jogador em alerta. A ausência de trilha sonora constante valoriza cada evento sonoro, contribuindo para a tensão. Ainda assim, em sessões mais longas, a repetição de alguns efeitos pode diminuir o impacto inicial.
Conclusão
UFOPHILIA apresenta uma proposta interessante de investigação alienígena, com uma atmosfera eficiente, especialmente pelo trabalho sonoro, e sistemas sólidos para quem está disposto a aprender suas regras. Ao mesmo tempo, o ritmo lento, a repetição estrutural das missões e algumas limitações visuais reduzem o impacto geral da experiência, resultando em um título competente, mas que ainda tem espaço para evoluir com futuras atualizações.
UFOPHILIA
Historia - 6.5
Gameplay - 7.2
Gráficos - 7.5
Áudio e trilha-sonora - 8.3
7.4
Bom
UFOPHILIA entrega uma investigação alienígena com foco técnico e atmosfera bem construída, com destaque para o trabalho sonoro. No entanto, o ritmo lento e certa repetição limitam parte do seu impacto. Ainda assim, é recomendável para quem busca um jogo de terror com proposta diferente.


